A graça de uma bailarina não está na leveza e suavidade, ou na sincronia, ou no ritmo... A graça está na consciência que a bailarina tem do lugar que ocupa. Um gesto singelo e quase nu de sofisticação ganha ares magistrais quando não quer ser mais do que deveria em dada ocasião, é preciso medida, crítica, consciência... É preciso apreender o comprimento de seus braços, o comprimento de suas pernas, o peso de seu corpo. É preciso apreender o tamanho exato do palco, a duração do espetáculo e o mais importante, sobretudo, o mais importante: É preciso saber que tudo é movimento...

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