segunda-feira, 19 de setembro de 2011

...

O velho na casa ao lado era do tipo ranzinza, do tipo casmurro.
Falavam coisas, diziam que iria morrer sozinho...
Todo dia quando acordava ele passava a mão no rosto enrugado,
cabisbaixo olhava no espelho e logo sorria...
Sabia reconhecer a própria hipocrisia,
sabia que o espelho distorcia sua face... Sabia que distorciam sua vida...
E gostava de não se importar. Pois nada disso era mais que súbitos reflexos...
Rápidos, mas sem autonomia.

2 comentários:

  1. Estaria ele se reconhecendo na própria velhice? Ou a solidão fala mais alto nesse caso? Devo admitir, que se pode ser acompanhado mesmo que por si mesmo e na própria mágoa!

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  2. Acho que ele percebeu que todos por mais acompanhados que pareçam, no fundo estão sozinhos,e le deve imaginar que não tem como se compartilhar uma vida... Nâo sei

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