sábado, 28 de janeiro de 2012
Mais nada
Talvez um rio, talvez uma ironia...
O que quer dizer o seu olhar?
Talvez não diga nada e assim é melhor.
Sei o que diz o seu abraço... Sei o que sinto...
Você e algumas outras coisas na vida.
Não preciso de mais nada...
Só preciso do momento em que te faço feliz.
Uma cerveja, um livro e uma coisa bem idiota na TV.
Preciso do seu olhar que não entendo, do seu sorriso que me escapa.
Preciso do seu abraço... Mais nada.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Não tem preço
“Não tem preço, abrir os olhos pela manhã, ver tudo tomar forma e perceber o frio do meu lado delatando a sua ausência (...)” “Fico te observando: imerso em livros, na tela do computador... É nesse momento, tão seu, que é feliz (...)”
“E deitada... Meio que adormecida fico a te observar, esperando você voltar do passado e (...). Num momento tão meu (...). Me fazer feliz”.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Descrição
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Volátil
O sentimento que muda como, muda de direção, o vento,
É como um perfume que evapora sem ser sentido.
Sem ser sentido... Não tem sentido... O sentimento...
...
O velho na casa ao lado era do tipo ranzinza, do tipo casmurro.Falavam coisas, diziam que iria morrer sozinho...
Todo dia quando acordava ele passava a mão no rosto enrugado,
cabisbaixo olhava no espelho e logo sorria...
Sabia reconhecer a própria hipocrisia,
sabia que o espelho distorcia sua face... Sabia que distorciam sua vida...
E gostava de não se importar. Pois nada disso era mais que súbitos reflexos...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
18 de maio
domingo, 17 de julho de 2011
Mais efêmera que um momento
Havia uma guerra, durava quase 14 anos.
Havia um menino com a idade dessa guerra no meio do turbilhão.
Brincava entre os destroços...
Era triste, se sentia sozinho, não havia nenhum outro menino por ali, só havia a guerra.
Certa vez houve uma trégua em função de alguma data religiosa...
Nesse dia não se matava, era santo, era sagrado, era hipócrita, mas não se matava.
Alguns soldados viram o menino brincando.
Ele chutava uma bola meio murcha no que sobrou de um muro.
Os soldados foram brincar com o menino... E brincaram.
O menino teve um dia feliz, mas preferiria ter uma vida de paz.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Rio de Janeiro
Hoje e talvez nos próximos três ou quatro dias, quero estar em um deserto, seguir um trilho velho de trem e me encontrar com um idiota qualquer que me diga: "por esse caminho chegaremos ao Rio de Janeiro".
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Primordial
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Bailarina
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Nietzstcheniana
domingo, 8 de maio de 2011
Reflita e se Repense
domingo, 3 de abril de 2011
Before The Beginning
quinta-feira, 24 de março de 2011
Impossível
Essa história é sobre dois irmãos, apresento-lhes: o mais velho se chamava Isaque, o mais novo tinha o nome de Marcelo, ambos estudavam, jogavam futebol, e quando os pais iam dormir tiravam a caixa de revistas de trás do guarda-roupa e se divertiam com curvas e silicones, depois iam se deitar a espera do sono.
Marcelo, olhando pela janela, se perguntava como seria ver as estrelas de perto, “um dia vou contar todas as estrelas”, pensava.
Isaque, na parte de baixo do beliche olhava para o tabuleiro de xadrez jogado no chão e logo sonhava com o dia que saberia todas as possíveis jogadas do xadrez.
Os dois irmãos se amavam como irmãos, ou seja, quando lembravam que eram filhos da mesma mãe, brigavam. Cresceram como pessoas normais, fazendo coisas que pessoas normais fazem, mas como na vida nada é normal, não demorou mais do que 17 anos para que um abismo se formasse.
Marcelo queria ser astronauta, entrou em uma grande universidade para cursar física, se destacou, era o melhor, logo foi se pós-graduar em um grande centro de pesquisa aeronáutico, integrou a equipe principal, do principal programa espacial do mundo e, como não vou escrever tanto, já lhes conto o final, participou de duas expedições ao espaço, em uma delas, para fazer reparos em um satélite, caminhou a imensidão do universo, “escuro e frio, não tem como contar as estrelas” pensou e riu, se lembrando do sonho de infância, inocente e bobo, como todo sonho de infância, respirou fundo como quem respira o dever cumprido, o sonho realizado, se sentiu o herói de si mesmo.
Isaque não fez nenhum curso superior, ainda no colegial o pensou ser um potencial Grande Mestre no xadrez, mas nada disso de fato aconteceu, nada de ganhar tudo, de ganhar de todos, não era nada, nenhuma lenda, nenhum enxadrista jamais fez uso de suas estratégias, de nenhuma abertura Isaque, ou defesa Isaque. Isaque nunca teve um lugar para si no xadrez e quando se lembrava da história de escrever um livro com todas as jogadas do xadrez, pensava: “sonho de criança, nunca valeu à pena”.
Os Irmãos, Marcelo e Isaque, nunca perceberam o quão igual à condição humana faz qualquer um. Alguns anos depois, morreram sem nunca terem se quer pensado que quando crianças sonharam o mesmo sonho: encarar o impossível.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
...
Fecho os olhos, e vejo você.
Nas minhas pálpebras fiz uma tatuagem da sua imagem
E quando durmo é na minha retina, que finge ser rio, o lugar onde você vem saciar sua sede.
A saudade, às vezes, faz do rio um mar em dias de ressaca.
A ressaca, às vezes, faz com que feche meus olhos e só veja você.
O dia vira noite, a noite vira dia, a cobra morde a calda, a terra gira.
Mas o eterno também muda e eternamente se faz novo
E de novo, no frigir dos ovos um cotidiano de sonhos se esboça.
Você sai de trás de minhas pálpebras, me dá a mão
E finalmente então vou morar no seu sorriso.
Cerejinha
Risco vale à pena, o papel e o poeta, a
Isca vale o peixe, o rio e o sertão, a
Serpente faz a dança, mostra os dentes e o
Coração, que bate cada vez mais forte no meu peito e
Infarta toda vez que te vejo, e te beijo e as
Lágrimas, não são de tristeza nem de dor e sim de
Amor, que é o que sinto e me faz querer cantar uma canção
sábado, 21 de agosto de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Miserável
Tinha o corpo porco que fedia
De dia, bem cedo, e cheirava doce à noite
E do céu, onde morava, sentia saudade do seu
Passado, assado, assaz, do nada: passou...
Danada, escolheu para a vida ser diva
Dádiva divina, que se tornou dívida
E não pagou, apagou
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Bicicleta
Sentia-se o dono do mundo.
Um sol. O resto eram meros corpos celestes que o orbitavam.
Tinha, enfim, sua bicicleta...
Sorrisos refletiam na pintura cromada que, pelo formato cilíndrico do quadro, distorcia a imagem do menino.
Passado alguns dias...
O quadro retorcido refletia no espelho retrovisor de um carro qualquer que passava na hora do acidente.
No rosto do menino, morto, um sorriso...
Tudo parece triste, mas sei eu, um narrador-deus, que o menino teve tudo que na vida sonhou: A sua bicicleta







